24 de setembro de 2018

2º Workshop para Criação de Projetos para o Desenvolvimento de uma Indústria de Jogos Digitais no Brasil

Dia 01 de Novembro de 2018 das 08h às 16h15

Representantes de instituições públicas, empresários, desenvolvedores,  representantes setoriais e acadêmicos vão se reunir na realização do 2º Workshop para Criação de Projetos para o Desenvolvimento de uma Indústria de Jogos Digitais no Brasil. O objetivo do evento é discutir os próximos passos para a criação de políticas interinstitucionais no desenvolvimento do setor.

Em 2019 completamos 15 anos desde que os Jogos Digitais entraram na agenda governamental como objeto de políticas públicas.  Nesta trajetória, um dos momentos marcantes foi a realização do 1º Workshop para Criação de Projetos para o Desenvolvimento de uma Indústria de Jogos Digitais no Brasil em 2011, organizado pelo Secretária de Inovação do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, em conjunto com a Universidade Feevale – NH/RS e com o apoio do BNDES.  Aquele evento marcou o pontapé para um diálogo interinstitucional que se materializou em um novo e importante ciclo de políticas para o setor. Desde aquele encontro, dentre coisas, foram realizados o 1º e o 2º Censo da Indústria Brasileira de Jogos Digitais, a parceria com a Apex se concretizou na criação do programa Brazilian Game Developers, linhas do BNDES como o Procult passaram a ser acessadas pelo setor, os games se tornaram objeto de fomento na Ancine, a FINEP incluiu área dentro de sua política de startups. e diversos editais do Ministério da Cultura foram lançados.

Após 7 anos deste primeiro diálogo, é hora de realizarmos um novo encontro, pensando em metas e perspectivas para a Indústria na próxima década.  O Workshop será realizado em 01 de Novembro de 2018 no Bourbon Cataratas Convention & Spa Resort em Foz do Iguaçu -PR, durante a realização do Simpósio Brasileiro de Games. O evento é fechado à convidados e faz parte das atividades da Trilha de Indústria, sob coordenação do Prof. Pedro Santoro Zambon, pesquisador da UNESP, e líder do projeto GamesBR, que realiza um mapeamento da indústria de games nacional. Também realizou o capítulo de Visão Geral das Políticas Públicas para Jogos Digitais no Brasil do 2º Censo da Indústria Brasileira de Jogos Digitais, junto com o prof. Luiz Ojima Sakuda, da FEI.

Propostas

Seguindo o resultado do 2º Censo, as atividades vão seguir a reflexão sobre os principais gargalos e metas para os próximos anos:

1. Desenvolver uma indústria brasileira de jogos digitais que seja competitiva e inovadora;

  • Formular uma política específica para incubação e aceleração de empresas do setor de jogos digitais;
  • Consolidar o fomento para produção de jogos digitais em suas múltiplas dimensões: econômica, artística e cultural;
  • Criar instrumentos de fomento para prototipação e distribuição, e não apenas para produção.
  • Criar linhas de fomento de baixo orçamento, destinadas aos pequenos produtores e empreendimentos não formalizados, existentes em grande número na indústria brasileira.
  • Subsidiar programas de mentoria e consultoria;
  • Financiar espaços de coworking e laboratórios de produção;
  • Criar clusters criativos especializados em jogos digitais.

2. Capacitar Recursos Humanos para criar, gerenciar e operar empresas de classe global;

  • Fortalecer ações como Fórum de Ensino do SB Games, para mediar a interlocução entre mercado e academia;
  • Criar programas de capacitação gerencial específicos para o setor de jogos digitais, em parceria com instituições como o SEBRAE;
  • Criar programas de capacitação para elaboração de projetos, execução e prestação de contas de editais de fomento.

3. Promover o acesso a financiamentos que possibilitem o crescimento das empresas e da competitividade internacional;

  • Criar linhas de crédito facilitadas, no âmbito da FINEP e do BNDES;
  • Apoiar o surgimento de fundos exclusivos de aceleração nas diversas etapas de desenvolvimento de uma empresa: anjo, seed e venture capital;
  • Estruturar um instrumento de apoio que viabilize o surgimento de publicadoras nacionais.

4. Gerar um ambiente de negócios que permita o crescimento sustentado;

  • Fomentar a realização de pesquisas continuadas de atualização do Censo;
  • Criar uma entidade de pesquisa que gere dados de mercado e informações qualificadas para formuladores públicos, investidores privados e empreendedores do setor;
  • Realizar um ajuste tributário que amplie o potencial da indústria;
  • Regularizar o setor com a criação de um registro específico para produção de jogos digitais na Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE;
  • Fortalecer agrupamentos municipais e estaduais por meio da subvenção de projetos com apoio do ecossistema local;

5. Gerar demanda por meio de compras públicas;

  • Explorar o potencial educativo e de interesse público por meio de encomendas governamentais de jogos em áreas como Defesa, Saúde, Educação, Segurança Pública e Cidadania;

Agenda

dia 31 de outubro – Trilha de Indústria

9h30 – Reflexões sobre o independente: um debate relevante (?)

13h30 – Indústrias Criativas, Franquias e Universos Ficcionais

14h30 – Indie Warehouse, 1 ano depois: como um espaço compartilhado pode desenvolver um ecossistema?

15h45 – Ecossistemas regionais de desenvolvimento de games: casos brasileiros

17h00 – Dados atuais da Indústria Brasileira de Jogos Digitais:  apresentação do 2º Censo

dia 01 de novembro – Workshop

08h00 – Introdução, revisão da agenda e boas vindas

08h30 – Onde estamos: apresentação sobre o cenário atual

09h30 – Para onde vamos: em busca de uma definição de Sucesso

12h00 – Pausa para Almoço

13h30 – Relatos de experiência

14h30 – Brainstorm de propostas

15h15 – Discussão e aperfeiçoamento

16h15 – Diretrizes, Tarefas e Próximos Passos

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